
Entre piadas e viagens pelo interior, o professor Marconi celebra seu retorno a Minas e a consolidação de sua trajetória no Colégio Determinante.
“O colégio abriu as portas para mim.”

A relação do professor Marconi com o Colégio Determinante começa com um retorno. “Retornei de Brasília há quatro anos, após uma longa temporada no Distrito Federal, e o colégio abriu as portas para mim.” Não é apenas uma mudança de endereço. Ele descreve esse momento como uma transição importante, do Centro-Oeste para o Sudeste, acompanhada de novos desafios.
Desde então, a permanência foi se consolidando. “Aos poucos, a escola vem abrindo cada vez mais espaço para o meu trabalho.” A frase é simples, mas diz bastante: há continuidade, reconhecimento e possibilidade de atuação.
Quando fala da equipe, o tom muda ligeiramente, fica mais direto: “percebo a equipe muito alegre, disposta e bastante envolvida com os projetos da escola”. Não é uma observação genérica. Ele aposta no que ainda pode vir: “acredito que novos projetos ainda serão implementados e tenho certeza de que serão muito bem-sucedidos”.
Com os alunos, a chave é a confiança. “Os alunos valorizam e confiam nos professores”, afirma. E isso, segundo ele, tem efeito imediato: “permite uma relação de proximidade que facilita o aprendizado”.
Essa ideia reaparece numa imagem cotidiana, quase sem esforço: “ao caminhar pela escola, sinto que alunos, professores e toda a equipe de suporte estão felizes e integrados ao ambiente escolar”. Não é um conceito, é uma impressão construída no dia a dia.
“A piada é tão sem graça que chega a ser engraçada.”

Ele mesmo assume: “tenho fama de ser um professor que conta piadas sem graça”. E completa com o comentário que já virou quase marca registrada: “a piada é tão sem graça que chega a ser engraçada (risos)”
Na prática, isso aparece em momentos simples. Ele gosta de levar essas piadas para a sala dos professores, criar pequenas pausas, quebrar o ritmo. Às vezes funciona mais pelo constrangimento coletivo do que pela graça em si, o que, de certo modo, também funciona.
Para exemplificar, o professor Marconi contou uma de suas piadas para o Blog do Det:
— O que o pão de queijo disse quando foi encontrado no forno?
— “Assou.”
(Risos).
Mas o humor não é a única forma de sair da rotina. O educador e biólogo adora botar o pé na estrada: “Gosto muito de viajar, especialmente para cachoeiras e lugares do interior.” E nas Gerais profundas que Marconi se reconecta com sua ancestralidade “Nasci em uma cidade muito pequena do interior de Minas Gerais, e há quem diga que é a segunda menor do Brasil -Cedro do Abaeté.”
NOTA: O Blog do Det fez uma breve pesquisa e constatou que Cedro do Abaeté é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, situado na região do Alto São Francisco. Com uma população de 1.081 habitantes, segundo o censo IBGE de 2022, é uma das menores cidades do estado, conhecida pelo clima acolhedor, topografia montanhosa.
E para a pequena cidade que ele adora voltar com frequência. Não como turista. “Visito esse lugar com frequência, onde moram meus pais, tios, primos e amigos.” E explica o porquê: “estar com eles, desfrutando de boas conversas e comidas, renova minhas energias”. O estado aparece quase como extensão desse movimento. “Confesso que amo Minas Gerais, principalmente suas cidades históricas, que procuro visitar sempre que posso.” Não é só paisagem, é um modo de ser e estar.
E há ainda a comida local, farta, saborosa e onipresente. “Gosto muito de provar novos pratos nos restaurantes mineiros”, diz. Logo em seguida, completa: “gosto muito de cozinhar também e preparar pequenas receitas para os encontros com amigos”.
“Tento sempre relacionar os conteúdos com o cotidiano dos alunos.”
Quando fala do impacto dessas experiências no trabalho, Marconi não titubeia: “Acredito que essas viagens contribuem significativamente para o meu equilíbrio pessoal”, diz. E explica de forma simples que conhecer lugares, paisagens e pessoas ajuda a refinar o gosto pela vida, objeto maior dos estudos biológicos.
Isso volta para a sala de aula de maneira prática. “Como professor de Biologia, essas vivências enriquecem minha prática profissional, ampliando minha compreensão sobre a diversidade da vida e suas interações com o meio ambiente.”
Não é um discurso distante. Ele traduz isso em ação: “consigo trazer exemplos mais concretos e interessantes para a sala de aula”. E insiste num ponto específico: “tento sempre relacionar os conteúdos de biologia com o cotidiano dos alunos”. A intenção é clara: “Penso que dessa maneira consigo aproximá-los mais da Biologia.”
Viver não se trata de uma fórmula pronta. E assim como na ciência e na educação, muitas vezes é necessário experimentar e tentar de novo. Por isso, em nome de toda a comunidade do Det, o Blog gostaria de agradecer – que bom que você voltou para Minas, professor Marconi!
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