Inquieta por natureza, educadora por vocação

Atleticana, fã de novos hobbies e entusiasta da inclusão: descubra o que motiva a “Mavi” fora da sala de aula e como isso transforma o aprendizado de seus alunos.

Há trajetórias que se confundem com a própria história de uma instituição. Maria Vitória, mais conhecida como Mavi, chegou ao Determinante em 2016, quando ainda estava no início da carreira e o colégio também dava seus primeiros passos. Começou como monitora, mas logo ganhou espaço como uma das professoras mais competentes e queridas da nossa comunidade escolar.  Ela recorda-se bem do cenário daquela época: as salas do antigo prédio onde o curso funcionava, os corredores que pareciam um labirinto e a sensação de estar no lugar certo, mesmo em meio à correria dos primeiros dias. O incentivo dos colegas foi essencial, especialmente de quem acreditou no seu potencial e a motivou a assumir o desafio da sala de aula. Desde então, construiu uma relação de reconhecimento com o Determinante, um vínculo que ultrapassa o trabalho e se tornou parte da sua vida.

Professora Maria Vitória ministrando uma palestra no auditória da MED/UFMG.

Ao longo dos anos, o colégio marcou sua trajetória de várias formas. Foi ali que teve as primeiras turmas, aprimorou sua didática, participou da criação das aulas on-line durante a pandemia e viveu experiências que moldaram seu perfil de professora. O que mais define essa relação, porém, são as pessoas. Mavi costuma dizer que o Determinante é uma espécie de família: mesmo tendo passado por outros cursinhos e escolas, nunca deixou de se sentir parte desse grupo. São vínculos que atravessam o tempo e fazem do trabalho um espaço de parceria. Ela afirma que foi no Det que se formou de fato, como profissional, educadora e pessoa.

O que você mais gosta de fazer fora da sala de aula?

Professora de física Maria Vitória

Essa é uma pergunta difícil, porque sou muito inquieta e vivo caçando coisas pra fazer (risos). Venho experimentando novos hobbies e descobrindo outras formas de ocupar o tempo livre e me divertir. Já joguei videogame, cuidei de plantas, montei um aquário, e colori mandalas. Agora quero começar aulas de música. Tenho me aventurados nessas atividades com frequência e curiosidade.

Mas há atividades que sempre me acompanharam. Sou atleticana desde sempre e gosto de frequentar o estádio. Faço parte da turma dos atleticanos de campo, o que já se tornou um costume: encontro colegas de trabalho, amigos e alunos por lá. Também gosto de sair com colegas, conversar e rir. Não sou de exageros, mas valorizo esses momentos. Prefiro estar cercada de boas conversas e música. Tenho grande apreço por animais; cheguei a cursar dois anos de veterinária antes de decidir que meu caminho era a sala de aula. Quando tenho tempo livre, vejo filmes, séries e leio. Sou curiosa e me interesso por temas diversos, especialmente os ligados à política, sociedade e educação.

Como esses hobbies influenciam sua forma de dar aula?

Falo muito, e isso faz parte de quem sou como professora (risos). Essa comunicação cria laços e aproxima os alunos, tornando as aulas mais humanas. Ensino Física, uma disciplina muitas vezes vista como difícil e excessivamente técnica. Por isso, acredito que a afetividade e o humor fazem diferença. Busco tornar o conteúdo acessível, trazer exemplos próximos, rir quando algo não funciona e celebrar quando funciona.

Dou atenção à escuta: conheço os alunos pelo nome, sei os cursos que pretendem seguir, lembro de histórias e contextos. Mesmo com a rotina intensa do pré-vestibular, procuro saber quem está ali comigo. Essa relação, que vai além do conteúdo, dá sentido ao trabalho. A educação acontece no encontro, e o afeto contribui para que a aprendizagem se efetive. Ser aberta e comunicativa é meu modo de ensinar. Assim, a Física, mesmo exigente, se torna mais próxima.

Uma curiosidade que quase ninguém sabe sobre você

Pouca gente imagina, mas tenho um projeto paralelo voltado à inclusão educacional. Sempre quis ver um vestibular efetivamente inclusivo, com provas adaptadas para diferentes perfis de aprendizagem. Já fiz cursos de especialização nessa área e pretendo aprofundar esse trabalho nos próximos anos. Entendo que a educação precisa alcançar todos, o que exige mudanças concretas.

Outra curiosidade é que, apesar de falar bastante, valorizo o silêncio e a observação. Gosto de escutar o outro, o que se relaciona com meu interesse por inclusão e escuta ativa. No fundo, esses elementos se articulam: o vínculo com os alunos, o cuidado com a aula e a intenção de produzir impacto. Talvez por isso, mesmo após tantos anos, o Determinante siga sendo meu lugar. É onde ensino, aprendo e me reconheço.

Dicas Extras: aula no canal do YouTube do Det

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