
Da arquibancada à lousa, a professora de linguagens mostra como a paixão pelo futebol inspira seu trabalho e fortalece laços com os alunos.
A série Além da Sala de Aula conversa com professores, funcionários, direção e coordenação do Curso e Colégio Determinante para conhecer a comunidade além das atividades escolares. É um espaço para mostrar esse outro lado, feito de hobbies, interesses e histórias que ajudam a entender como a vida fora da rotina acadêmica também inspira e fortalece o dia a dia profissional e estudantil.
No episódio 3 conheceremos um pouco mais da Aline, também conhecida como Alinda, que é professora de Linguagens. Desde que chegou ao Det destaca o ambiente intimista da escola, que torna a rotina mais prazerosa e menos desgastante, favorecendo o aprendizado e fortalecendo vínculos.
Fora da sala de aula, Aline vive outra paixão: acompanhar o seu time de coração, o Clube Atlético Mineiro. Ir ao estádio é seu hobby predileto. Mais do que assistir ao jogo, é uma experiência que envolve viajar para outros estados, viver a vida de arquibancada e compartilhar o caminho com amigas, celebrando vitórias e encarando derrotas juntas. Além de torcer, Aline também estuda e discute futebol, com um olhar atento para as relações entre esporte, gênero, linguagem e sociedade.
“Existe uma proximidade maior e uma possibilidade maior de interação.”
O Determinante é um lugar onde eu consigo conhecer melhor cada aluno. As turmas pequenas facilitam essa troca e tornam o processo de ensino mais leve e prazeroso. O espaço é gostoso, agradável, aconchegante. Nossa profissão pode ser muito desgastante pela quantidade de aulas e demandas que temos. Então, trabalhar num ambiente que favorece o contato próximo e a interação real com os estudantes faz toda a diferença.
“Eu respiro futebol.”

Sempre amei futebol. Desde pequenininha já acompanhava jogos, e o amor pelo Galo veio do meu pai. Brinco que essa paixão nasceu na barriga da minha mãe, porque desde muito cedo eu já ia ao estádio. Com o tempo, essa rotina virou parte da minha vida: viajar para ver o Atlético, estar com as amigas na arquibancada, falar do Galo, viver o Galo.
No estádio, fiz grandes amizades. A maioria dos meus amigos está comigo na torcida. Não é só futebol, é uma relação de amor, de afeto, de companheirismo. Me faz bem porque é o momento em que eu esqueço de tudo: esqueço que sou professora, esqueço que tenho boletos para pagar, esqueço qualquer outra preocupação e me dedico completamente a estar ali.
“O futebol é das coisas menos importantes a mais importante pra mim.”
O estádio é meu lugar de fuga. É ali que me desligo de tudo e vivo intensamente aquele momento. Muitas vezes encontro meus alunos no meio da torcida, e isso é muito especial. É acolhedor perceber que o estádio também é um ponto de encontro entre nós, fora do contexto da sala de aula.
Já tive até um canal no YouTube falando do Galo, junto com duas amigas. Foi uma experiência muito bacana, conheci muita gente legal, troquei ideias e vivi ainda mais intensamente essa paixão. O canal acabou por falta de tempo, mas ficou a lembrança de um projeto que me aproximou ainda mais da torcida.
“É fundamental para a saúde mental.”
Acho que todo mundo precisa de um hobby para manter a saúde mental. O futebol me ajuda a desestressar e a mudar o foco. Mesmo quando vou sozinha, encontro no estádio uma roda de amigos, um ambiente leve e descontraído, muitas vezes acompanhado de uma cerveja. Isso me ajuda a lidar com o estresse da profissão, porque me permite canalizar energia para algo que me dá prazer.
Essa vivência fortalece as amizades e me dá força para enfrentar a rotina. É uma pausa necessária para voltar à sala de aula com mais disposição e energia.
“A língua e a linguagem representam a sociedade.”
Além de torcer, também estudo as relações entre futebol e gênero. Pesquiso a presença da mulher no esporte, as relações femininas dentro do futebol e como o machismo se manifesta nesse contexto. O futebol feminino foi banido no Brasil por muitos anos, e entender essa história é essencial.
Como professora de Língua Portuguesa, vejo que a língua não é machista por natureza, mas reflete a sociedade. Quando a sociedade usa expressões machistas, a língua as reproduz. Trazer esse debate para a sala de aula enriquece as discussões, amplia a visão dos alunos e mostra como linguagem e cultura estão ligadas. Tudo que amplia meu conhecimento, mais cedo ou mais tarde, se transforma em aprendizado para os meus estudantes.
Com os vestibulares se aproximando, é essencial investir em excelentes profissionais e material didático de qualidade. Nessa jornada, conte com o Colégio e Pré-Vestibular Determinante, que oferece opções de ensino de alto desempenho.
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