
Conheça o diretor e professor que equilibra a intensidade da gestão escolar com a paixão pelo samba, pelos esportes e pela vida cultural.
No Colégio e Curso Determinante, a rotina não se resume a horários, provas e planos de ensino. Existe um universo humano que ultrapassa as paredes da sala de aula e que revela professores, coordenadores e funcionários em suas múltiplas dimensões. A série Além da Aula nasceu justamente com essa proposta: aproximar a comunidade escolar de quem, diariamente, contribui para a formação dos estudantes, mostrando um pouco da vida, dos interesses e das paixões que acompanham cada educador.
Neste capítulo, o destaque é o professor Júnio, Diretor do Pré-Vestibular Determinante. Conhecido pelo ritmo intenso de suas aulas e pelo envolvimento na gestão escolar, ele compartilha aqui um pouco de sua trajetória no Determinante, suas atividades fora da escola e a maneira como busca equilíbrio entre a intensidade do trabalho e os prazeres da vida cotidiana.
“É literalmente um processo contínuo de aprendizagem.”

A minha relação com o Determinante é a de sócio, coordenador e professor de História do Ensino Médio e do Pré-Vestibular. É uma relação profissional, naturalmente, mas também bastante afetiva. Quando optei pelo retorno ao Determinante, tinha a intenção de participar de algo que fosse além da sala de aula, contribuindo com os alunos em outras dimensões: no planejamento de estudos, em orientações pessoais e em ações que se aproximam mais da coordenação e da direção. Esse processo, a cada dia, me desafia e, ao mesmo tempo, me prepara melhor para exercer tais funções. É literalmente uma aprendizagem que cria vínculos complexos: às vezes cansativos, é verdade, mas, sobretudo, gratificantes. Há uma satisfação genuína em perceber que é possível entender a perspectiva dos estudantes de diferentes maneiras, muitas vezes por meio de um trabalho silencioso de gestão e de cuidado individualizado. No momento em que surgem os resultados, tanto no plano pessoal quanto no coletivo, a sensação é de encantamento: tudo vale a pena.
Também não posso deixar de destacar a equipe. Vejo o Determinante como um conjunto de profissionais altamente competentes, professores, monitores e funcionários. O que mais me chama a atenção, porém, é a forma como todos demonstram que, apesar das dificuldades inerentes ao trabalho em educação, o colégio consegue manter um ambiente agradável para o estudo e para o ensino. Isso faz diferença. Muitos colegas já comentaram como a vivência no Determinante é mais leve e prazerosa do que em outras instituições. Essa atmosfera nos dá um certo “quentinho no coração”, reforçando que estamos no lugar certo. A convivência com a equipe é uma das mais prazerosas e construtivas que já tive, e o desejo é que isso se preserve e se fortaleça, garantindo que a escola continue avançando e crescendo, sempre alicerçada em boas relações.
“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é.”
Definir um hobby fora do tempo escolar não é tarefa simples. A rotina de coordenador e professor ocupa grande parte do meu dia, seja no planejamento de atividades, seja nas aulas ou nas demandas administrativas. Ainda assim, nos momentos livres, procuro me dedicar a práticas que me tragam prazer e renovem as energias. Uma delas, curiosamente, é a atividade física. Digo “curiosamente” porque o Júnio de alguns anos atrás certamente não responderia isso. O contato com dores lombares crônicas me levou a procurar cuidados mais atentos com a saúde e, a partir daí, fui descobrindo a musculação, os exercícios aeróbicos e a rotina de academia. Hoje, essa prática já faz parte do meu cotidiano e, quando fico algum tempo afastado, sinto um incômodo físico e até psicológico, como se algo estivesse em falta.
Mas não considero a atividade física meu único hobby. Divido esse espaço com algo que talvez me defina ainda mais: a convivência com os amigos. Sempre busco estar cercado de pessoas queridas, seja ampliando círculos de amizade, seja fortalecendo os laços já existentes. É comum, portanto, que me encontrem em rodas de samba e pagode, em festas de música eletrônica, em shows de sertanejo ou em apresentações da música popular brasileira, tanto de novos artistas quanto de nomes consagrados. Muitos ex-alunos até brincam que sempre me veem nesses lugares, e não estão errados. Os eventos musicais, nos mais variados estilos, são um ponto de encontro entre minha vida pessoal e meu gosto por cultura.
Como professor de História, não posso deixar de mencionar também a leitura. Ainda que hoje eu tenha menos tempo disponível, sigo buscando livros e pesquisas ligadas à História do Brasil, dos períodos coloniais aos republicanos, passando por questões políticas e culturais. Essa leitura, embora tenha caráter profissional, continua sendo também um prazer pessoal.
Além disso, há outras duas paixões que me acompanham há anos. A primeira é o esporte. Mesmo não praticando com a mesma frequência de antes, sigo muito envolvido com o futebol e com o vôlei. Sou torcedor assíduo do Atlético Mineiro, acompanho a seleção brasileira de vôlei, sigo torneios mundiais e olímpicos e dedico muitas horas a ouvir e analisar noticiários esportivos. Esse hábito vai além da diversão: gosto de pensar criticamente sobre o esporte, refletir sobre seus bastidores e até mesmo sobre a cobertura da imprensa.
Por fim, não poderia deixar de citar o carnaval, que ocupa um lugar especial na minha vida. Durante o ano, já costumo acompanhar ensaios de blocos e escolas, mas, quando chega o verão, a dedicação cresce. Tenho verdadeira paixão pelo Carnaval de Salvador, pela percussão baiana e pela riqueza cultural que essa festa carrega. É curioso, porque talvez não seja comum ver um professor de História mineiro tão envolvido com o carnaval, mas essa é uma das minhas grandes paixões, algo que mexe com o corpo e com o espírito e que renova minha energia para os meses seguintes.
“Escolho outras atividades intensas para compensar uma rotina intensa.”
Acredito que manter atividades prazerosas fora da escola enriquece a vida de qualquer pessoa, e no meu caso isso se relaciona diretamente à busca por equilíbrio. Pode soar como um clichê, mas é exatamente o que me mantém firme. Sou alguém de muita energia: minhas aulas são dinâmicas, marcadas pelo diálogo constante com os alunos; a coordenação, por sua vez, exige serenidade, mas também pede preparo para lidar com situações que muitas vezes surgem de maneira intensa. Essa eletricidade, presente no cotidiano, precisa ser compensada por momentos que me devolvam o equilíbrio.
Curiosamente, não busco esse equilíbrio em atividades necessariamente tranquilas, como seria o caso da ioga ou de retiros silenciosos no campo. Eu gosto dessas alternativas, mas, no meu caso, o descanso e a renovação chegam de outras formas. Quando estou em uma roda de samba, num evento com amigos ou em um show, cercado de música e de gente querida, encontro a energia necessária para continuar o trabalho. A mesma lógica se aplica à atividade física. A academia também exige esforço e intensidade, mas justamente por isso me ajuda a descarregar tensões e a me desconectar, ainda que por algumas horas, da rotina agitada que o trabalho impõe.
Parece paradoxal: escolho outras atividades intensas para compensar uma rotina que já é, por si só, intensa. Mas funciona para mim. E acredito que cada pessoa precisa encontrar esse ponto de equilíbrio. Não existe uma fórmula única. O importante é buscar momentos que deem prazer, que tragam alegria e que se afastem, ainda que temporariamente, das responsabilidades. Nem sempre isso significa escolher algo “zen”; às vezes, como no meu caso, é justamente o mergulho em experiências fortes, musicais, físicas e coletivas que me restabelece.
Essa visão também se reflete na forma como atuo com os alunos. Sempre incentivo que procurem prazer naquilo que fazem, mesmo nos estudos, porque aprender e ensinar são muito mais fecundos quando envolvem satisfação. Eu gosto de dar aula, gosto intensamente, e acredito que esse gosto é parte essencial daquilo que mantém viva a relação entre professor, aluno e conhecimento.
Com os vestibulares se aproximando, é essencial investir em excelentes profissionais e material didático de qualidade. Nessa jornada, conte com o Colégio e Pré-Vestibular Determinante, que oferece opções de ensino de alto desempenho.
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